(D)espojada
Espojada em águas lisas, Meu Amor. Preguiçosa, diante desta persistência dos dias pela ética das coisas mornas que um certo custome ordenado agrava. Depois que amanhece. Com vontade de gatinhar a quatro patas e avançar veredas assim: em equilibrado sustento de braços e pernas. Sem evoluções escusadas. Sem destrinça. Como os bichos. Na horizontalidade de uma simples perpendicular entre o lombo e o chão.






5 Comments:
vício gostoso, este meu, de ler pedaços de prosa assim, antes de me deitar!
Deliciosamente profana.Só me apetece agradecer:«e Deus criou a mulher»!
Cara Senhora do Sul
Gostava de deixar-lhe um convite para passar pelo meu sítio. Se tal ainda lhe agradar, sei que entrará.
Fico-me por entre a presunção sofisticada de poder comentar com advérbios tal prosa, ou a prerrogativa animal de dizer que sinto a lascívia a subir o ultimo degrau. Mas antes disso, abruptamente, ocorre-me a eterna admiração por este sítio das palavras, e tudo perde o seu sentido. inlcusivé o que eu tinha para dizer. E assim, desarmado do vulgar, indefeso, volto para onde gosto de estar: do outro lado, a saborear cada palavra que aqui se escreve com a orientação dos ventos
Yes!!! ;)
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