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Segunda-feira, Junho 06, 2005

Cobalto Vivo

Woman's endlessly continuous movements - Não tenho como não sublinhar o lampejo, que há brandos instantes felizes que chegam só pela mão do que nos é ternamente familiar. Pode ser breve. Pode até ser porque sim. Pouco importa. Como de pouco também importa se a demora já tardava, que "contas feitas" o tempo é de quem se ausenta e sabe como ninguém todas as coisas que urgem à frente e acima da demora. A mim cabe-me não me desviar um milímetro do lugar onde persistem (eu sei!) ecos de arianas muitos e se escutam, ainda e sempre, loucos tilintares de lucidez como este:

«A felicidade encontrá-la-ás quando procurares
e encontrares outra coisa qualquer

9 Comments:

Anonymous m. said...

Que, mesmo ao longe, por aqui deixam beijos mansos e lentos como só a alma sabe entregar.

2:15 PM  
Anonymous Cetus said...

já voltavas a escrever não!

2:03 PM  
Blogger Omni said...

Lovely artwork!! :-)

4:12 AM  
Blogger Silver said...

eta saudadinhas de palavrinhas aqui
:(
Beijinhos

9:49 PM  
Blogger ângela said...

eu tb, como a Silver.

1:00 PM  
Blogger Sérgio A. Correia said...

Gostava de convidar todos os comentadores deste excelente blogue, bem como o seu autor, a darem uma espreitadela ao meu modestíssimo blogue:

http://oimprevisto.blogspot.com

3:51 AM  
Blogger Eufigénio said...

Porquê tanta espera Senhora do Sul ? Porquê?

2:27 AM  
Anonymous colardeestrelas@hotmail.com said...

Cheguei aqui hoje pelos meios da manhã...é meio da tarde agora, e ainda não soube como sair...

belíssimo estar, palavras que se sorvem como se foram céus...

pena, muita pena, estar "hibernado" o canto da ave que outrora aqui chilreava...

que os deuses lhe abram todas as asas.

ColarDeEstrelas

3:32 PM  
Anonymous Hélio said...

CONVITE

Ó Mulher, cujo olhar de pedra nunca chora,
Gela todo convite e meu ímpeto estanca,
Abre-te mais a cada tentativa franca
Que brota do coração deste que te adora.

Deixa-me explorar esta tua pele branca,
Nela ficar, até a derradeira aurora !
E embriagar-me deste teu mel, ó Senhora,
Cujo aroma e sabor faz de mim alavanca !

Dá-me a descobrir a estátua que arde, silente,
Sob o véu de anáguas brancas e seculares,
E ir palpá-la onde lateja, ardentemente.

Minha língua, um palmo abaixo do teu umbigo,
Levar-te-á, qual tapete mágico, nos ares
E lá, nos Céus do Prazer, gozarás comigo !

5:16 PM  

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